"O Barrete de Guizos" (2002) / Peças

de Luigi Pirandello

    Estreia: 26/02/2002
    Encenação: Gil Salgueiro Nave
    Tradução: Isabel Lopes
    Interpretação: Alice Dias, Alexandre Barata, Ana Filipa Trindade, Bina Ferreira, Hugo Caroça, Rogério Bruno, Ana Ademar e Maria Marrafa 
    Cenografia e Figurinos: Luís Mouro
    Desenho de luz: Fernando Sena
    Assistente de encenação: Ana Ademar
    Direcção de Produção: Fernando Sena
    Operação de som e luz : Vasco Mosa
    Construção de cenários: António Galhano
    Montagem: Tó Fonseca, Marinho Gonçalves, Pedro Fino
    Secretariado: Alice Dias
    Costureira: Rosa Fazendeiro
    Alfaiate: Alfaiataria Juvenal
    Fotografia: Paulo Nuno Silva
    Cartaz: Luís Mouro / João Mouro
Utilizando o ambiente provinciano de uma pequena terra siciliana “O Barrete de Guizos” conta a história de um escriturário (Ciampa) que se vê envolvido num plano gizado pela mulher do seu patrão (Beatrice) para provar o adultério do seu marido com a mulher de Ciampa. Nunca haverá provas de adultério, e depois de Ciampa ameaçar defender a honra com a morte da mulher e do patrão, Beatrice é acusada de loucura e obrigada pela família a recolher a uma Casa de Saúde. Assim a honra da família ficará salva... Esta peça escrita originalmente em dialecto siciliano, foi recriada na língua italiana em 1917. “O Barrete de Guizos” é uma comédia de ciúmes, honra, traição e loucura, onde Pirandello, para além da mestria da sua escrita nos lega essa verdade paradigmática por demais citada e provavelmente, verdadeira, de que o teatro é o espelho da própria vida. O tema da loucura, tão presente na obra de Pirandello é neste caso muito mais evidente no que concerne às convenções sociais, que ao espectro da própria doença. A vida é para Pirandello uma experiência grotesca, um espelho que nos devolve uma imagem intrigante de nós mesmos, utilizando o teatro para nos propor uma reflexão sobre as grandes interrogações do homem e da vida.

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