"Dor e Sonho" (1995) / Peças

de Raul Brandão

    Estreia: 03/06/1995
    Encenação: Rui Sena
    Interpretação: José Manuel Mendes, Alexandre Barata, Eduardo Ranito, Rui Gonçalves, Dulce Vermelho, Luzia Paramés.
    Cenografia: José Manuel Castanheira
    Dramaturgia: Rui Sena e Gil Nave
    Figurinos: Maria Luiz
    Música: Luís Cipriano
    Desenho de Luz: Fernando Sena
    Assistente de encenação: Manuel Mendes
    Pintura do telão: José Manuel Pinto
    Adereços: Érico da Costa
    Operação de luz e som: Dinis Braga
    Cartaz: José Manuel Castanheira
    Produção: Rui Gonçalves
Ao encenar os textos “O Rei Imaginário”, “Eu sou um Homem de Bem” e “O Doido e a Morte” procurei um título que traduzisse o conjunto da obra dramática de Raul Brandão. Do pessimismo e angústia tão frequente na sua obra, retiramos o título “Dor e Sonho” para sinalizar este conjunto de textos que será a ova produção do GICC – Tetro das Beiras. A dor difícil dos personagens de Raul Brandão e o sonho da transformação para uma manhã de horizontes mais vastos e sensíveis; do mundo onde o poder aniquila, a loucura de enfrentar esse mesmo poder visando uma nova leitura da sensibilidade do ser Humano. Nos monólogos “O Rei Imaginário” e “Eu sou um Homem de Bem” privilegiei estes textos como viagens às mais íntimas preocupações do homem. Na peça “O Doido e a Morte” procurei realçar ou relançar o debate sobre as fronteiras da realidade e da loucura. Isto é: questionar o poder que tantas vezes nos aniquila e inquieta, questionar a “loucura” diária que nos fragmenta em seres tão complexos, frágeis e, por vezes, tão insensíveis. Rui Sena (encenador de “Dor e Sonho”)

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