"Sentinela do Amor" (1999) / Peças

de Miguel de Cervantes

    Estreia: 25/06/1999
    Encenação/ dramaturgia: José Leitão
    Assistente de encenação: Vítor Correia
    Interpretação: Ana Lídia, Eva Paula, Marco Ferreira, Alexandre Barata, Vítor Correia.
    Desenho de guarda roupa e adereços: Fátima Maio
    Música: José Alexandre Barata
    Direcção musical: José Emilio Martins
    Sonoplastia: Carlos Branco
    Músicos: José Alexandre Barata, José Emilio Martins, Mário Gonçalves
    Desenho de luz: Fernando Sena 
    Operação de luz e som: Rui Gonçalves
    Montagem: Tó Fonseca, Bruno Gouveia
    Costureiras: Rosa Fazendeiro, Fátima Rato
    Pintura do cartaz: Fátima Maio
    Fotografia: Paulo Nuno Silva
    Programa: Fátima Fernandes, Vítor Correia, José Leitão
    Design: José Eduardo
“Um soldado pobreta, vaidoso e rufião está loucamente apaixonado por uma criadita ladina e graciosa que não corresponde aos seus amores, estando já prometida a um homem de outra condição e cabedais, muito ciumento. Desesperado pelo desdém da jovem criada, o soldado monta cerco à sua casa, mantendo-a refém, juntamente com a sua patroa, durante 39 dias e 39 noites...”. Aqui está um divertimento teatral, um pretexto para ao ar livre, tendo o tecto como um céu estrelado e a lua entre o público, se usufruir de uma hora de boa disposição e apreciar a arte dos “cómicos” que hoje visitam a nossa/vossa terra. Este espectáculo, especialmente concebido para apresentação na rua e em cenários naturais, tem como base um “entremez” do grande “Cervantes” -o autor do célebre D. Quixote, sendo uma incursão teatral bem humorada, servida por diálogos rápidos e de grande eficácia em cena, num casamento feliz entre a linguagem literária e popular, oferecendo-nos o autor para quem a vida era mais romance e aventuras do que drama ou Introspecção, um esboço de personagens e situações da época ( de todas as épocas?), aproveitando para beliscar diversas instituições, costumes, personagens e poderes. O registo deste espectáculo popular é a farsa e aqui se combinam técnicas e Jogos “clownescos” nos duetos entre o palhaço rico e o palhaço pobre, a arte dos Cómicos e de la Légua e saltimbancos, apontados “à Charlot” embalados por canções e música ao vivo. Este meu primeiro trabalho com o Teatro das Beiras, meus companheiros de estrada há quase 20 anos, foi só possível graças ao talento, empenhamento e ao grande profissionalismo dos actores, músicos e técnicos da companhia que comigo construíram este espectáculo. A todos o meu muito obrigado. Que gostem deste teatro. José Leitão

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