“Uma das Últimas Tardes de Carnaval” (2000) / Peças

de Carlo Goldoni

    Estreia: 14/04/2000
    Tradução: Isabel Lopes
    Encenação: Gil Salgueiro Nave
    Interpretação: Alexandre Barata, Eva Lopes, Rogério Bruno, Carlos Aurélio, Ana Filipa Trindade, Rui Gonçalves, Felícia Teopisto, Manuel Mendes, Carla Magalhães, Bina Ferreira, Marco Ferreira, Ana Lídia, Tó Fonseca, Carlos Calvo
    Cenários e figurinos: José Carlos Faria
    Desenho de luz: Rui Gonçalves
    Direcção de Cena: Rogério Bruno
    Assistente de encenação: Carla Magalhães
    Assistente de cenografia e adereços: Susana Machado
    Direcção de Produção: Fernando Sena
    Operação de som e luz : Marinho Gonçalves
    Construção de cenários: Duarte & Gouveia, Lda.
    Apoio técnico: Paulo Alves
    Secretariado: Alice Dias
    Costureira: Rosa Fazendeiro
    Fotografia: Paulo Nuno Silva
    Cartaz: Rubrica
     
Última comédia que Goldoni escreveu em Veneza, e que representa a sua despedida da cidade. Ele mesmo aparece como Anzoleto, desenhador de tecidos a quem ofereceram um trabalho em Moscovo. Goldoni tinha então recebido e aceitado a oferta de trabalho em Paris. O senhor Zamaria, fabricante de tecidos, dá uma festa aos seus colegas fabricantes e convida o senhor Anzoleto, desenhador de tecidos. Todos escutam com pena a noticia de que Anzoleto se comprometeu a partir para a Rússia para continuar ali a sua actividade profissional. Todos fazem o possível por retê-lo, e inclusivamente reprovam a sua decisão, mas ele mostra-se firme e numa emotiva intervenção assegura que os levará sempre no seu coração. O próprio Goldoni reflecte nas suas "Memórias (II - XLV) o caracter autobiográfico, a escrita na primeira pessoa da comédia. "O conjunto de fabricantes - diz - representam a companhia de actores, e o debuxador era eu"; e insiste pouco depois que quando Anzoleto faz os seus cumprimentos e agradecimentos aos convidados, é Goldoni quem os faz ao seu público". Em definitivo trata-se de uma comédia sem trama, sem antecedentes, sem intriga, todo o seu fascinante esplendor reside na linguagem pura, no diálogo. O seu psicologismo preciso conjuga extraordinariamente com a palavra e o gesto.

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