"A historia de Jason" (2004) / Peças

de Nuno Pino Custódio

    Estreia: 27/02/2004
    Encenação: Nuno Pino Custódio
    Interpretação: Alexandre Barata, Carlos Calvo, Mónica Gomes, Rogério Bruno e Rui M. Silva
    Espaço cénico e figurinos: Marta Carreiras
    Desenho de luz: César Fortes
    Direcção musical e arranjos: Hélder Gonçalves
    Assistência da direcção musical: Alexandre Barata
    Selecção musical: Nuno Pino Custódio
    Operação de luz e som: Pedro Fino
    Confecção de figurinos: Rosa Fazendeiro
    Cartaz: Marta Carreiras Montagem: Pedro Fino
    Produção: Alice Dias
    Secretariado: Eugénia Nunes e Isabel Morais
    Direcção de Produção: Fernando Sena
    Agradecimentos: Miguel Seabra, Fernando Mota, Sandra Horta e Francisco Morais 
Jason Coward é uma personagem fictícia. Nasceu no romance Concerto no fim da viagem (Salme ved reisens slutt), do autor norueguês Erik Fosnes Hansen, e foi criado para substituir (o real) Henry Hartley Wallace, mestre da orquestra a bordo do RMS Titanic, falecido na madrugada de 15 de Abril de 1912, juntamente com os restantes sete músicos que o acompanharam na trágica viagem inaugural do “navio dos sonhos”. Jason Coward é uma personagem fictícia. Porque houve a necessidade do humano, a urgência de recriar toda uma vida até ao fim, até ao último dia, e a importância de se contar uma história. De vida, sobre a vida, sobre a precariedade e preciosidade da vida de qualquer ser humano. Do percurso melancólico e sem horizontes de um músico, até à derradeira nota tocada mesmo em cima do seu último fôlego de vida, constrói-se uma teia onde se cruzam sentimentos como o amor e a amizade, o instinto de sobrevivência e uma relação vital com a arte, neste caso a música. Jason Coward é uma personagem fictícia. Assim como fictícia fora a época em que vivera, de euforia e deslumbramento, onde um optimismo quase histérico deu lugar a uma excessiva confiança no conforto e na tecnologia, ao ponto de nem a natureza a poder sequer desafiar. A tragédia do transatlântico veio pôr cobro à ilusão de um mundo que se foi esquecendo das pessoas para confiar nas suas máquinas. Quem somos? O que fazemos? O que queremos? De onde viemos e para onde vamos? O que sentimos? O que nos move realmente? Qual a fronteira entre sobrevivência e bem-estar? O que somos com aquilo que obtemos? Ter ou Ser? Jason Coward é uma personagem fictícia. Tal como os mitos incontáveis que atravessam a verdadeira tragédia clássica que é o afundamento do Titanic. Na vida de um músico e da sua orquestra a bordo, A história de Jason assume-se como uma ficção onde a secular arte de contar histórias encontra na partilha de experiências, de emoções e pensamentos a melhor forma de conhecermos cada vez melhor… a nossa realidade.

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