"O Cavaleiro da Armadura Enferrujada" (2004) / Peças

de Isabel Bilou

    Estreia: 11/03/2004
    Encenação: Isabel Bilou
    Interpretação: Ana Filipa Trindade, Ana Ademar, Ricardo Brito 
    Adereços e figurinos: Dina Nunes
    Desenhos originais dos telões: Rui Sousa
    Desenho de luz: Mafalda Oliveira
    Sonoplastia: Gil Nave
    Operação de luz e som: Mafalda Oliveira
    Direcção técnica: Mafalda Oliveira
    Costureira: Rosa Maria Fazendeiro
    Fotografia: Paulo Nuno Silva
    Vídeo: CREA/ UBI
    Produção: Alice Dias
    Secretariado: Eugénia Nunes e Isabel Morais
    Direcção de Produção: Fernando Sena
Esta é a história de um cavaleiro que se julgava bom e generoso. Nunca perdia uma batalha, combatendo, pensava ele, inimigos maus, mesquinhos e odiosos. Também matava dragões e resgatava donzelas em apuros. Era famoso pela sua armadura, de brilho deslumbrante, de tanto ser areada. Orgulhoso, perdia horas na sua contemplação. Com o tempo, o cavaleiro apaixonou-se de tal forma pela sua armadura que começou a usá-la durante as refeições e até mesmo para dormir, acabando por nunca mais a tirar. Julieta, sua mulher, triste e revoltada, ameaça-o que partiria para sempre levando consigo o filho de ambos, já que ele demonstrava amar mais a armadura do que a família. O cavaleiro fica desesperado com receio de perder para sempre as pessoas que mais ama. Decide tirar a armadura mas repara surpreendido que já não a consegue tirar, pois a armadura oxidou. Recorre ao ferreiro que por sua vez não consegue tirar-lha. O cavaleiro decide partir para outras terras em busca de auxílio. O bobo do rei é quem lhe aponta caminhos, indicando-lhe um Mago sábio e generoso que vive algures na floresta, alegando que só ele o poderá ajudar. O cavaleiro parte ansioso a caminho da floresta. E é aqui que ele se confronta com o desconhecido, com os seus próprios medos e inseguranças, durante as duras provas a que o Mago o sujeita, no Castelo do Silêncio, no Castelo do Conhecimento e no Castelo da Vontade. As portas destes castelos, conduzem-no a interiores, que são os interiores da sua própria mente, onde se debate na tentativa de quebrar as barreiras que o limitam e impedem de se conhecer a si próprio. Finalmente vence com coragem o Dragão do Medo e da Dúvida, última façanha de tão duras provas. A armadura quebra-se e ele sai sem ferrugem de dentro do seu ego...

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