“A Escola dos Maridos” (2001) / Peças

de Molière

    Estreia: 28/02/2001
    Tradução: Luís Nogueira
    Encenação: Mário Barradas
    Interpretação: Alexandre Barata, Jorge Alonso, Bina Ferreira, Eva Lopes, Ana Filipa Trindade, Rogério Bruno, Carlos Calvo, Fernando Sena, Amável Pires/Nuno Coelho 
    Cenografia: Susana Machado
    Figurinos: José Carlos Faria
    Operação de luz e som: Vasco Mosa
    Construção de cenários: Angelo Figueira, Tó Fonseca, Marinho Gonçalves
    Produção: Teatro das Beiras
    Secretariado: Alice Dias
    Fotografia: António Supico
    Cartaz: Susana Machado
    Costureira: Rosa Fazendeiro
Contra a vontade e as inúmeras advertências de seu irmão Ariste, Esganarello que não é outro senão o próprio Moliére, como de resto todos os seus Esganarellos que por ele foram escritos persiste na ideia de contrair matrimónio com uma sua pupila, Isabel. Só que esta tem uma paixão pelo jovem Valère, que também a ama. Depois de algumas peripécias, com alguma astúcia de permeio, è Esganarello quem se queixa amargamente da situação “infeliz aquele que se fia numa mulher”, “é um sexo feito para enganar todo o mundo”. Curioso é que a peça é escrita 6 meses antes do casamento de Moliére com Armande Bejart, muito mais nova do que ele e filha de Madeleine Bejart, que se supõe ter sido sua amante. Representada pela primeira vez, em Junho de 1661, conheceu grande e imediato sucesso. Sucesso para o actor Moliére que vestiu a pele de um brilhante Esganarello e sucesso para o autor Moliére, sendo certo que a peça marca uma transformação na sua obra: passa-se da pura farsa de tipos, para a verdade dos caracteres da comédia.

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