“Uma Lua Entre Duas Casas” (2001) / Peças

de Suzane Lebeaux

    Estreia: 25/03/2001
    Tradução: Christine Zurbach
    Encenação: Rogério Bruno
    Interpretação: Alice Dias, Nuno Coelho
    Cenografia e figurinos: Susana Machado
    Música original e sonoplastia: José Alexandre Barata, José Emílio Martins
    Desenho de luz: Fernando Sena
    Operação de luz e som: Marinho Gonçalves/Vasco Mosa
    Construção de cenários: Angelo Figueira, Tó Fonseca, Marinho Gonçalves
    Secretariado: Susana Pires
    Fotografia: António Supico
    Cartaz: Susana Machado
    Costureira: Rosa Fazendeiro

    A banda sonora do espectáculo foi executada por: José Emílio Martins (cordas e percussões), Rui Freire (teclado) e José Alexandre Barata (saxofone) . 
Esta é a história de duas personagens imaginárias (Pluma e Taciturno), sem idade nem sexo definidos, cada uma com um mundo muito próprio, completamente diferente do outro, a forma atribulada como se conhecem e se tornam amigos. Pluma e Taciturno representam duas personalidades que vivem de forma diferente o encontro de uma nova pessoa, de um novo amigo. Pluma é aberto, agitado, vivo, dá-se facilmente ao contacto com as pessoas, quer brincar com um amigo e é ele que dá os primeiros passos para contactar com Taciturno. A sua casa é feita à sua imagem. Uma casa colorida, leve, três portas que abrem a casa para o mundo exterior, para a Natureza e que permitem que ele entre e saia com facilidade. Taciturno, ao contrário, é mais fechado, mais lento, mais introspectivo. A sua casa é mais sombria, completamente fechada, sem janelas, apenas uma porta que faz lembrar a entrada de uma toca, os materiais de que é feita são pesados e de aspecto sólido. Antes de avançar Taciturno observa, escuta, avalia a situação; ele é como a sua casa que não permite olhares indiscretos. O seu mundo é a música e a sua casa é como uma caixa de fazer sons. As personagens que habitam neste universo também se definem pelos objectos que cada um tem e utiliza. Pluma tem em sua casa flores, balões, uma corda para comunicar com Taciturno, um caminho para poder chegar à casa do vizinho, enquanto Taciturno tem os instrumentos com que toca sozinho, um cão como companheiro, uma vedação e um cadeado. “Uma Lua Entre Duas Casas” é um espectáculo que fala da solidão, da comunicação, do medo, da diferença que existe entre estas personagens e mostra-nos que essa diferença não inviabiliza a amizade mas, pelo contrário, alimenta-a e enriquece-a. O trabalho que realizamos sobre este texto levou-nos a descobrir todo este mundo simbólico e rico em sons, cor, objectos e sentimentos. É neste mundo que queremos que cada um mergulhe e que viva os medos, as angústias ou as alegrias de cada uma destas personagens.

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