"D. Pura e os Camaradas de Abril" (2011) / Peças

de Germano de Almeida

    Estreia: 11/03/2011

    Dramaturgia e Encenação: Pompeu José
    Assistência de Encenação: Pedro da Silva
    Interpretação: Fernando Landeira, Pedro da Silva, Rui Raposo Costa e Sónia Botelho
    Cenografia: Zé Tavares
    Figurinos: Ruy Malheiro
    Desenho de Luz: Paulo Neto
    Sonoplastia : Luis Viegas
    Produção : Teatro das Beiras e Trigo Limpo teatro ACERT
    Operação de luz: Jay Collin
     

    Secretariado: Eugénia Nunes

    Assessoria de imprensa: Vanessa da Silva
    Fotografia: Carlos Fernandes
    Desenho Gráfico: Zé Tavares
    Carpintaria: Carmoserra
    Apoio : João Nascimento, Rui Ribeiro e zito Marques
    Vídeo: Lobby Productions

Co-produção Teatro das Beiras – Trigo Limpo teatro Acert

 
Germano de Almeida em “D. Pura e os Camaradas de Abril”, da Colecção Caminho de Abril, lançada pela Editorial Caminho para assinalar o 25º Aniversário do 25 de Abril de 1974, dá-nos uma visão particular dos acontecimentos desse época, em Lisboa.
 
Um jovem cabo-verdiano, aluno universitário, vem estudar para Lisboa e com a ajuda de seu primo Natal (que actualmente festeja o 25 de Abril a 25 de Setembro) consegue alugar um quarto, em Campo d’Ourique, na casa de D. Purificação, também ela natural de Cabo Verde. D. Pura, como lhe chamam, vivia com uma das filhas e também com o último marido, o Sr. Firmino, de quem no entanto informa estar separada dentro de casa.
 
Um dia D. Pura bate à porta do quarto do jovem estudante a perguntar se tinha o rádio ligado, estava a passar-se qualquer coisa, porque apenas uma emissora estava no ar e a tocar só música da tropa, marchas militares, e havia um bocado tinham pedido para as pessoas não saírem à rua…
 
O jovem abriu o aparelho de rádio que tinha no quarto e ficou à espera. 
Depois da falhada tentativa de 16 de Março não pareciam muitas possibilidades de derrube do fascismo pela força, tanto mais que, fracassada aquela investida, certamente que o poder teria reforçado a vigilância e as acções no sentido de manter as forças armadas debaixo do domínio político. 
E como se lhe tivesse adivinhado os pensamentos, o Sr. Firmino saiu do seu quarto, ainda em pijama, e veio postar-se junto da porta do dele, debitando sentenças:
- Já ouviu o que está a passar-se? 
 
Numa narrativa bem-humorada, iniciada pelo discurso directo do jovem estudante, são revividos em cena, através da visão particular destes seus espectadores, alguns dos acontecimentos da Revolução dos Cravos.
 

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