"O Rei-Menino" (2011) / Peças

de António Torrado

    Estreia: 14/05/2011

    Adaptação e encenação: Isabel Bilou
    Interpretação: Pedro da Silva, Rui Raposo Costa e Vânia Fernandes
    Banda sonora: Gil Salgueiro Nave
    Cenografia: Fernando Landeira 
    Assistente cenografia: Susana Gouveia
    Figurinos: Isabel Bilou 
    Marionetas: Cão Danado & Companhia
    Desenho de luz: Fernando Sena e Jay Collin
    Cartaz: Vanessa da Silva e Ivo Silva
    Produção: Teatro das Beiras
    Secretariado: Eugénia Nunes
    Assessoria de imprensa: Vanessa da Silva
    Fotografia: Paulo Nuno Silva
    Vídeo: Lobby Productions

     

     

Era uma vez um menino que pelos azares da história, ficou órfão muito cedo. E como único filho herdeiro, viu-se forçado a subir ao trono, muito antes de ter estudado tudo o que devia, muito antes de saber de cor todos os nomes das terras, montanhas e rios, do país onde ia reinar. Um rei-menino que ansiava brincar como menino que era: saltar a janela da sala do trono e ir ao encontro de outros meninos que jogavam ao berlinde na rua. Mas o peso da responsabilidade de ser rei, não lhe permitia essa evasão. A própria coroa de ouro era pesada demais para a sua pequena cabeça quando assistia às cerimónias palacianas ou presidia ao enfadonho Conselho Real rodeado de velhos conselheiros. "Um rei é um rei" - Dizia-lhe o aio D. Belizário, no dia que o reizinho decidiu fazer de patins, o seu longo percurso até à sala do conselho; o seu manto esvoaçava como uma longa asa. "E um menino é um menino" - Respondia o rei, cansado da sua obrigação de reinar. Onde se teriam escondido os sonhos de menino durante o seu reinado? E os amigos da sua idade, os berlindes, os jogos da cabra-cega, do eixo e da bola? Decerto que bem guardados na sua imaginação. Anos depois, já rei-homem, parece que não reinou mal. Talvez porque sonhos e desejos cresceram com eles, tornando o seu coração mais forte.

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