"Ay Carmela!" (2010) / Peças

de José Sanchis Sinisterra

    Estreia: 15/04/2010

    Tradução e encenação: Gil Salgueiro Nave
    Cenografia, figurinos e adereços: Luís Mouro
    Interpretação: Fernando Landeira e Sónia Botelho 
    Sonoplastia: Helder Gonçalves
    Desenho de luz: Vasco Mósa
    Produção: Alice Dias
    Secretariado: Eugénia Nunes 
    Assessoria de imprensa: Vanessa Silva
    Fotografia: Paulo Nuno Silva
    Vídeo: Lobby Productions

 !Ay, Carmela! , é  hoje um texto teatral que ganhou foros de referência obrigatória quando tratamos de abordar a criação dramatúrgica dos finais do Séc. XX. Com edições traduzidas para inúmeros idiomas (alemão, francês, grego, inglês, sueco, turco, entre outros), este texto tem dado origem a um conjunto indistinto de criações teatrais um pouco por todo o mundo.

 Situando a acção num contexto de confronto de carácter político e ideológico, num momento particularmente difícil para a história da humanidade,  !Ay, Carmela!, propõe-nos uma reflexão sobre questões e  temas absolutamente  intemporais. 
 
A condição da arte e dos seus protagonistas perante as circunstâncias envolventes do poder. A ética dos valores não discricionários, a cultura democrática das sociedades contemporâneas, os movimentos sociais, têm em !Ay, Carmela!, um desafio à memória como exercício de  fecunda aprendizagem. 
 
Perdidos numa noite de nevoeiro e fome, dois anónimos «artistas de variedades», caem em território «inimigo». Aí, em troca da  «liberdade», são obrigados a apresentar o seu espectáculo às tropas vencedoras  e aos  prisioneiros vencidos. Que fazer à representação para “sobreviver” em tão díspar plateia? Como resistir ou ceder sem abalar a dignidade?
 
José Sanchis Sinisterra na indagação pelos territórios obscuros da teatralidade, dos seus limites e fronteiras, organiza um “material cénico” desafiador da sensibilidade e inteligência dos espectadores. 
 

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