LOA, XÁCARA E BUGIGANGA JÁ ESTREOU

Um teatro de todos os tempos.
A extensa obra teatral de Calderón de la Barca (1600-1681) é um legado cultural inalienável da humanidade e constitui ainda hoje um “material“ cénico motivador e inspirador, ocupando permanentemente um espaço peculiar na criação teatral contemporânea.
Calderón é seguramente um dos dramaturgos do Século de Ouro espanhol que mais destacadamente influenciou e contribuiu para a edificação da cultura europeia. Os géneros “maiores” como os dramas de honra ou os autos sacramentais, não ocultam a identificação deste genial dramaturgo com o chamado “teatro menor” ou “teatro breve”, donde retirámos os textos que estruturam este espectáculo; “As carnavalescas” e “As visões da morte”.
O teatro como festa, a “irracionalidade abstracta” onde o caracter sério das comédias mitológicas e autos sacramentais contrastam com a escrita de um teatro social, habitado por personagens do tipo popular que povoam as loas, xácaras e entremezes.
A festa burlesca, o riso, a censura, o mundo ao contrário, os rituais carnavalescos nos limites da transgressão; o teatro por dentro do teatro. 
No seguimento de anteriores produções do Teatro das Beiras, “Loa, xácara e bugiganga” é uma proposta para o reencontro de um clássico universal com largas faixas de público num espectáculo de ar livre.

Encenação: Gil Salgueiro Nave | Cenografia e figurinos: Luís Mouro | Desenho de luz: Jay Collin | Interpretação: Marco Ferreira| Miguel Telmo | Sónia Botelho | Celso Pedro | Adriana Pais