Festival Y#12 - Encontro com a escritora Dulce Maria Cardoso

O encontro decorre no Teatro das Beiras [Covilhã] e insere-se no espaço Híbridos – reflexão e debate, integrado no Festival Y#12 – festival de artes performativas, promovido pela Quarta Parede. A lotação é limitada. As inscrições deverão ser feitas por telefone, para o 969 785 312.

Esta realização do Híbridos foca-se no universo da afrodescendência em Portugal e integra várias atividades, entre as quais a “Comunidade de Leitores”, coordenada por Teresa Nobre Correia.
A “Comunidade de Leitores” é uma atividade de promoção e mediação da leitura que ao longo de três sessões assentou na partilha e discussão de obras de escritores africanos de língua portuguesa procurando, através da literatura, aprofundar o conhecimento sobre a cultura africana e sobre as relações entre estes países e Portugal.
Esta sessão será a última e terá como veículo de reflexão e debate a obra “O Retorno” (2011) da escritora Dulce Maria Cardoso, que tem como pano de fundo um dos acontecimentos mais marcantes dos anos 70 do século XX em Portugal, a fixação em Portugal de cerca de meio milhão de pessoas provenientes das ex-colónias ultramarinas. A sessão será moderada por Teresa Nobre Correia e a escritora será apresentada por Cristina Vieira.

 

Sobre Dulce Maria Cardoso:

Dulce Maria Cardoso (Trás-os-Montes, 1964) publicou em 2001 o seu romance de estreia, «Campo de Sangue», Grande Prémio Acontece.
Desde então publicou os romances «Os Meus Sentimentos» (2005), Prémio da União Europeia para a Literatura, e «O Chão dos Pardais» (2009), Prémio Pen Club. Uma antologia de contos, «Até Nós», foi publicada em 2008.
A sua obra encontra-se traduzida em várias línguas, está publicada em duas dezenas de países e é estudada em diversas universidades. Estão em curso propostas de adaptação cinematográfica de alguns dos seus contos e romances. Em 2012, recebeu do estado francês a condecoração de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras.
“O Retorno” (2011) recebeu o Prémio Especial da Crítica Literária 2011 (Ler|Booktailors) e foi considerado Livro do Ano pelo «Público», «Expresso», «Ler».