"Cá estou eu nas nuvens" (2020) / Peças

de A partir de Papiniano Carlos

    Estreia: 29/02/2020 Em cena
    A partir de A menina gotinha de água, de Papiniano Carlos
    Encenação: Isabel Bilou
    Cenografia e figurinos: Luís Mouro
    Adereços: Dina Nunes
    Música: Tiago Moreira
    Interpretação: Inês Viegas, Sílvia Morais, Susana Gouveia e Tiago Moreira
    Desenho de luz: Fernando Sena
    Operação de luz e som: Hâmbar de Sousa
    Cartaz: Luís Mouro
    Produção: Celina Gonçalves
O poema “A menina gotinha de água” é o ponto de partida para a criação de um espetáculo que destaca a importância da água e do seu ciclo, trazendo ao palco um “laboratório” de conhecimentos e alertas. Materializar um imaginário poético a partir de um pequeno livro que vive nas estantes de todas as bibliotecas de todas as escolas portuguesas, sendo um dos livros de maior sucesso público na história da literatura portuguesa para a infância. “Cá estou eu nas nuvens” tem como ponto de partida este poema e através da sua realização cénica, pretendemos sensibilizar os mais novos para a defesa da sustentabilidade do planeta, relevando a importância das questões ambientais, como forma de preservar e partilhar a vida num mundo mais justo onde todos possamos habitar promovendo a felicidade humana. O autor Papiniano Carlos (1918-2012), formado em engenharia Eletrónica, Mecânica e em ciências Geofísicas, cedo se manifestou um homem de grande sensibilidade e talento cuja carreira literária veio comprovar. Uma escrita que canta a infância, a amizade, a camaradagem e o sonho como forças motrizes da humanidade; o fascínio pelo progresso humano (social, científico, tecnológico), não obstante as tragédias e derrotas que o pontuam. Uma poesia avessa à desistência e nos antípodas de uma atitude derrotista. Ombreando com Redol, Sidónio Muralha, José Gomes Ferreira, Ilse Losa, Matilde Rosa Araújo ou Maria Rosa Colaço, o autor inovou de facto, explorando poeticamente tópicos de cariz científico ou associados à vida natural, tanto em poemas narrativos simples, ritmados e cativantes (A Menina Gotinha de Água); (O Cavalo das Sete Cores e o Navio), como em prosa (A Viagem de Alexandra); (Luisinho e as Andorinhas), bem como a defesa do património natural e a luta por uma ideia (O Grande Lagarto da Pedra Azul). “Cá estou eu nas nuvens” visita outros contos do autor reunidos na obra “Terra seca”. Sem pessimismos desmobilizadores, mas antes com vontade de pensar como ajudar a nossa casa comum a resistir ao desgaste do tempo travando o seu definhamento e destruição, pretendemos alicerçar uma mensagem poética carregada de crédito no futuro.