Festival de Teatro 2016 / Organização

A estação do festival é o outono. Percorremos juntos este caminho desde 1980, quando a utopia nos levou a criar o ciclo de teatro de outono. E enquanto o chão se enche de folhas, o teatro desce à cidade para se renovar ano após ano com novos desafios e novas propostas. É precisamente um espetáculo sobre a utopia que abre o Festival de 2016, assinalando os 500 anos de Utopia de Thomas More. A utopia que nos tem conduzido ao longo destes leva-nos até ao grande mestre William Shakespeare com que terminamos esta edição do Festival quando passam 400 anos sobre a sua morte. Pelo meio fica uma programação dirigida ao público jovem com textos de Camilo Castello-Branco, Álvaro Magalhães e Robert Louis Stevenson. A presença de duas companhias espanholas que integram o Circuito Ibérico de Artes Cénicas de que o Teatro das Beiras é parceiro, fazem a internacionalização do Festival. O tango pirata, o tango das ruas é nosso companheiro para que a música seja como sempre nossa parceira na Festa que preparamos. Resta-nos esperar por todos vós, para que juntos possamos continuar a resistir e a insistir nesta utopia.
Até já.
A utopia começa dentro de momentos.


 

Um pouco de história

O FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHÃ realizou-se pela primeira vez em 1980 (com a designação de Ciclo de Teatro de Outono), tendo apenas sido interrompido nos anos de 1994 e 1995, em virtude da Companhia ter ficado sem a sua sala de espectáculos. Com a profissionalização da Companhia o Teatro das Beiras retoma a organização deste certame com a denominação de FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHÃ, em 1996. Tendo sido um dos primeiros Festivais a ser organizado no período pós 25 de Abril o FESTIVAL DE TEATRO DA COVILHÃ, está intimamente ligado à história da descentralização teatral em Portugal, não só pela quantidade de companhias que nele participaram, mas também porque foi ponto de partida para a organização de outros Festivais, muitos dos quais ainda hoje se continuam a realizar. Durante vários anos o Festival de Teatro foi o grande evento cultural da Beira Interior e para além da quase totalidade das Companhias de Teatro existentes terem a oportunidade de mostrar os seus espectáculos na Covilhã, o Festival estendeu-se por outras áreas, como a música, a dança, as exposições, permitindo ainda a organização durante vários anos da Feira do Livro da Covilhã. Ao longo das edições o Festival foi responsável pela programação de mais de 600 espectáculos, a que assistiram mais de 60.000 pessoas.