Festival de Teatro 2013 / Programa


Auditório do Teatro das Beiras
1 de novembro de 2013
21h30

CENTRO DRAMATICO DE ÉVORA

Bonecos de Santo Aleixo

 Tradição Popular

“A magia dos títeres é ainda mais surpreendente quando estes pequenos bonecos de madeira saltam para o cenário do retábulo de madeira e tecidos floridos e conseguem encantar o público ultrapassando até mesmo a barreira do idioma. Entre a improvisação que resulta da interacção com o público e a fusão entre a cultura popular e a escrita erudita, estas marionetas conseguem, na penumbra da sala, uma atmosfera que parece proceder de séculos atrás.
Estes Bonecos conseguem divertir e entreter o público do século XXI com um reportório que abrange os autos da criação e cenas como o “Baile das Cantarinhas” e o divertido “Fado do Senhor Paulo d’Afonseca e da menina Vergininha”, entre outros.
A música, interpretada ao vivo com uma guitarra portuguesa, é outro dos seus atractivos.”

Ficha técnica
Autoria: Tradição Popular
Interpretação:  Ana Meira, Gil Salgueiro Nave, Isabel Bilou, José Russo e Victor Zambujo
Acompanhamento Musical (guitarra portuguesa): Gil Salgueiro Nave
 
Duração: 1h10
Classificação etária: para todos 

Auditório do Teatro das Beiras
2 de novembro de 2013
21h30

TRIGO LIMPO/TEATRO ACERT

Sermão aos Peixes

 Padre António Vieira

O  “Sermão de Santo António aos peixes” foi proferido pelo Padre António Vieira em 1654 mas mantém ainda toda a actualidade. A crítica que o autor faz ao ser humano através da alegoria dos peixes é tão notável e acutilante que, infelizmente, continua a fazer todo o sentido.
 No espetáculo do Trigo Limpo teatro ACERT um casal de sem-abrigo dá voz ao texto do Sermão. Principalmente ele, uma vez que de cada vez que ela tenta falar se vê impossibilitada de o fazer.
 O casal acorda frente ao público e paralelamente ao ritual diário, mínimo no caso deles, vai proferindo as palavras do Sermão, como se da sua verdade se tratasse. De exemplo em exemplo desferem a sua raiva e encontram as razões da sua miséria. Ironizam sobre a sua situação através da situação actual de toda a humanidade, perdão, através do louvor das virtudes e da repreensão dos vícios, não dos homens mas dos peixes… 

Ficha técnica
Texto: a partir de “Sermão de Santo António aos peixes” de Padre António Vieira e “O aquário” de Karl Valentin
Conceção: Pompeu José
Dramaturgia, encenação e interpretação: Pompeu José e Raquel Costa
Cenografia: Zétavares e Pompeu José
Colaboração no cenário: Cláudio Lima e Rui Ribeiro
Música: Gustavo Dinis
Desenho de luz: Luís Viegas
Técnico: Paulo Neto
 
Duração: 55m
Classificação etária: para maiores de 12 anos

Auditório do Teatro das Beiras
4 de novembro de 2013
11h00
14h30

TEATRO EXTREMO

Einstein

 Gabriel Emanuel

A acção passa-se em 1949. Einstein, no dia do seu septuagésimo aniversário, enquanto se prepara para um jantar de comemoração, faz reflexões sobre a sua vida. Conversa com a plateia num tom intimista, não isento de irreverência e sensibilidade, revelando a importância da imaginação e da intuição nas nossas vidas, discutindo a relação entre ciência e poder e lembrando diferentes momentos da sua vida, num diálogo consigo próprio e com o público.
A peça alcança o seu auge quando trata da relação entre a ciência, o poder e a ética, o que obriga a um libelo contra o terror das guerras e de todas as formas de opressão e violência, compondo, nesta confissão de íntima dramaticidade, a história do maior cientista do século XX.
Ficha técnica
Autor: Gabriel Emanuel
Tradução: José Henrique Neto
Encenação: Silvio Zylber 
Interpretação: Fernando Jorge Lopes
Cenografia: Arminda Moisés Coelho
Desenho de som: Sérgio Moreira
Música: Gustavo Dinis
Desenho de luz: Celestino Verdades

 
Duração: 65m
Classificação etária: para maiores de 12 anos
Público Escolar:a partir do 9º ano escolaridade

Auditório do Teatro das Beiras
5 de novembro de 2013
11h00
14h30

TEATRO DO MONTEMURO

O Gigante

 Criação Coletiva

Um avô só e sem forças para lutar. Afastado das gentes deste local, vesse agora com uma criança nos seus braços para cuidar, educar, ajudar a crescer.
Uma criança que vive num outro universo. Um universo de traquinices, onde tudo é possível, onde tudo é diferente da realidade. Uma criança que procura ainda a sua identidade.
Uma jovem que tenta desfazer-se do passado, deixando tudo para trás e que julga encontrar neste local, um possível sítio para recomeçar uma nova vida. Um sítio onde pode ser respeitada, onde os espíritos possam estar mais próximos dela, onde consiga viver.
Mas existe o resto do povo. Povo este que não gosta desta gente, que é tão diferente deles. Um avô sempre mal disposto! Uma criança sem educação! Uma jovem que dorme ao lado das abelhas! É tudo muito estranho! Dizem eles.
Os três encontram-se neste mesmo local. Local onde as rochas respiram e movem-se em auxílio daqueles que as rodeiam e as procuram, ajudando-as a descobrir, a ver, as partes boas da vida de cada um deles.
Afetos, relações, educação, respeito por os outros e pela vida, são a essência desta história, que nos leva para lá do real, onde não necessitamos de palavras mas sim de atos para a vivermos.

Ficha técnica
Encenação: Paulo Duarte e Andrew Purvin
Direcção Musical:  Mary Keith
Cenografia e Fantoches:  Andrew Purvin e Laura Brannon
Construção de Cenários: Carlos Cal
Assistência à Cenografia e Construção Cénica:  Maria da Conceição Almeida
Costureiras: Capuchinhas CRL
Desenho de Luz: Paulo Duarte
Interpretação: Abel Duarte, Eduardo Correia e Tanya Ruivo

 
Duração: 50m
Classificação etária: para maiores de 6 anos
 

Auditório do Teatro das Beiras
6 de novembro de 2013
11h00
14h30

BAAL 17

Sonhar ao Longe

 Criação Coletiva

Em “Sonhar ao Longe…” temos a rua como reflexo do Mundo.

Duas “criaturas” como espelho de todos os que conhecemos e de todos os outros – que procuram viver num canto novo que os faça felizes e que procuram, igualmente, fazer com que esse sítio se torne melhor.
 
Espetáculo criado através da exploração do teatro físico, onde o gesto é a principal fonte de comunicação, desenvolve um universo mágico onde duas criaturas procuram o seu canto ideal no Mundo.
 
Mas estarão eles preparados para escolher um único canto para ficarem a viver o resto das suas vidas?

Ficha técnica
Encenação: Rui M. Silva
Interpretação: Catarina Inácio e Filipe Seixas
Cenografia e figurinos: Bruno Guerra com assistência de Patricia Almeida e Diana Lopes
Música original: António Silva, Luciano Cuviello e Manuel Maio
Banda Sonora: Marco Ferreira
Cartaz: Amélia Carapinha
Operação técnica: Paulo Troncão 
 
Duração: 45m
Classificação etária: para maiores de 6 anos
 

Auditório do Teatro das Beiras
7 de novembro de 2013
11h00
14h30

TEATRO DAS BEIRAS

Há dias assim...

 Criação Coletiva

Armindo, um senhor já de idade, vai dedicando os seus dias a acarinhar a sua neta Rita (com quem vive) e a tentar convencê-la a viajar para o sítio dos seus sonhos. Rita, por seu lado é uma rapariga que sai todos os dias de casa à pressa para o seu emprego. O medo de o perder faz com que trabalhe acelerada e maquinal para tentar satisfazer as vontades do patrão. Mas o cansaço e a exaustão fazem com que vá deixando para segundo plano os laços afetivos, que ficam em falta principalmente com o seu avô. Estes acontecimentos, são presenciados pelo boneco de estimação de Rita, que tinha sido oferecido pelo seu avô quando ela era uma criança. Quando chega o dia em que Armindo decide que não adiará mais a sua viagem, apenas leva consigo uma mala com recordações. O boneco perante a decisão de Armindo, vai aparecer a Rita tocando uma canção que ela conhece. Rita apercebe-se daquilo que está a perder. Quando volta a casa procura pelo avô e não o encontra. Rita vai ter de tomar uma decisão: “ficar ou ir!?”

Ficha técnica
Encenação: Pedro da Silva
Interpretação: Pedro Damião e Sara Gabriel
Cenário: Fernando Landeira
Desenho de luz: Jay Collin

Duração: 50m
Classificação etária: para maiores de 6 anos
 

Auditório do Teatro das Beiras
8 de novembro de 2013
11h00
14h30

JANGADA TEATRO

Fui ao mar

 Luiz Oliveira

"Fui ao Mar" fala de água, da sua relação com o Homem, desde a simples gota até se transformar em oceano, onde há espaço para um encontro insólito com uma estranha sereia e outras surpresas, como a de um adamastor solitário e bonacheirão.
O espetáculo trata, ainda, da busca de riqueza e da ânsia de poder de uns, e do desprendimento dos bens materiais de outros. Estes elementos põem à prova, ao longo da história, as relações interpessoais entre as personagens, obrigando-as, por fim, a descobrir o caminho para continuarem a sua viagem (a jornada da vida); a amizade. 

Ficha técnica
Texto e encenação: Luiz Oliveira 
Interpretação: Bruno Martins; Cláudia Berkeley; Patrícia Ferreira e Vítor Fernandes; 
Pianista: Ricardo Fráguas  
Música Original:  Ricardo Fráguas
Desenho de Luz: Nuno Tomás
Figurinos: Helena Miranda

Duração: 50m

 
Classificação etária: para maiores de 4 anos
 

Auditório do Teatro das Beiras
9 de novembro de 2013
22h00

PERIPÉCIA TEATRO

IBÉRIA - A Louca História de uma Península

 Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho e Ángel Fragua

Três actores encontram-se num palco vazio. Cada um leva consigo um pequeno Kit. Este inclui um simples manual de instruções do qual se servirão para realizar uma fugaz, mas hilariante viagem pela História da Península Ibérica.
Vão-lhes aparecer  três pastorinhos...
Vão dar por si rodeados por uma cruel batalha: Portugueses, Castelhanos e Musulmanos.
Encarnarão Camões e Cervantes, que contarão as lendas de Inês de Castro, de Viriato,  e de Numância  assediada pelos Romanos.
Vão-lhes aparecer  três pastorinhos...
Terão que enfrentar-se, cara a cara, com a Padeira de Aljubarrota na Batalha com o mesmo nome.
Viajarão nos barcos de Vasco da Gama e de Cristóvão Colombo.
E o que acontecerá durante a Dinastia Filipina?...
Vão-lhes aparecer  três pastorinhos...

Episódios:
Batalha do Salado
Inês de Castro
Viriato e Numância
Batalha de Aljubarrota
Descobrimentos
Tratado de Tordesilhas
Dinastia Filipina
O Milagre


Ficha técnica

Criação e Interpretação: Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho e Ángel Fragua

Iluminação: Paulo Neto e Luis Viegas
 
Operação de luz: Eurico Alves
 
Figurinos e Adereços: José Rosa
 
Desenho Gráfico: Zétavares / Pedro Coelho
 
Direcção: José Carlos Garcia


Duração: 1h 15m
 
Classificação etária: para maiores de 12 anos