• "A Força do Hábito"

    Se “A Força do Hábito” fosse um quadro de Magritte, teria inscrita a frase: “Isto não é um retrato de artistas”. Artistas relutantes, diga-se. Exilados, ambulantes – o público no escuro é reconhecido pelo faro apurado de Garibaldi: em cada cidade, um cheiro diferente. Os artistas odeiam-se entre si, não se entendem, embora precisem uns dos outros, e por isso mesmo. Para tocar em conjunto, para continuarem vivos. Continuando a ensaiar o “Quinteto da Truta”.
    Uma homenagem que Thomas Bernhard presta à gente do Teatro, do Circo e da Música, com verrina e ternura. Criaturas (in)vulgares em versão de câmara.

  • "Cá estou eu nas nuvens"

    “Cá estou eu nas nuvens” parte do poema "A menina gotinha de água", de Papiniano Carlos. Através da sua realização cénica, pretendemos sensibilizar os mais novos para a defesa da sustentabilidade do planeta, relevando a importância das questões ambientais, como forma de preservar e partilhar a vida num mundo mais justo onde todos possamos habitar promovendo a felicidade humana.

  • "Entremezes"

    Aquando da nossa indepência em 1640, com a redefinição das nossas fronteiras, a pesca no rio Minho gerou questiúnculas entre galegos e portugueses. Isso deu tema e conteúdo ao “Entremés Famoso sobre da pesca do Rio Minho”, primeiro texto da literatura dramática galega. Nessa peça, o português era um fidalgote egoísta fanfarrão e arrogante que era combatido com sucesso pelos labregos paroquianos de Tuy. Este nosso “Entremezes” é como uma resposta jocosa, a olhar com ternura e simpatia para os descendentes desses galegos separados de nós pela mesma língua. Fomos separados por fronteiras políticas. Não culturais nem geográficas.

  • "Já passaram quantos anos desde a última vez que falámos"

    "Já passaram quantos anos desde a última vez que falámos, perguntou ele", um texto que escrevi em 2011 para um espectáculo estreado no TEP – Teatro Experimental do Porto, é uma peça que gostava muito que fosse sobre a minha geração e sobre aquilo que nos tem acontecido. É sobre os nossos amores, casamentos, divórcios, as mudanças de casa, as partidas. Sobre o passar dos anos, sobre o entrar na vida adulta, sobre abandonar sonhos, sobre arranjar trabalho, sobre trabalhar, sobre andar apaixonado. Gostava que este texto fosse uma coisa sobre a vida em Portugal nas últimas décadas – mais ano menos ano. Um texto sobre amigos que vêem os amigos a crescer e a mudar. Um texto sobre a vida que fui vivendo, sobre a que me foram contando e sobre a que fui vendo. Em casa, no trabalho, nas ruas, nas manifestações, nos livros e nos jornais. Passaram, entretanto, dez anos. E este é agora um texto para hoje. Para o que ainda nos vai acontecendo. E tem acontecido tanta coisa.

  • "Nosocómico"

    No tempo de Molière, também houve a peste, a pandemia da época. Molière satirizava os médicos e teria razões para isso. Nós, hoje, agradecemos aos médicos e à Ciência que nos dão mais e melhor vida. Hoje, os médicos são diferentes. São melhores. A unir as duas épocas, fica o humor eterno daquele homem do teatro, a lembrar-nos que a melhor terapia para todas as doenças é a Comédia.

  • "O Inventório"

    Um espetáculo de teatro para todos os que gostam de procrastinar... com muita imaginação.

  • "Pequeno retábulo de Garcia Lorca"

    Criação original a partir da obra de Federico Garcia Lorca, poeta, dramaturgo, artista plástico, músico e guionista. Personalidade incontornável, foi protagonista nos movimentos artísticos mais destacados nos inícios do século XX. Poesia, música e teatro, são neste espectáculo os elementos que vos propomos para despertar a memória histórica em torno da biografia de um grande autor universalmente consagrado.

  • "Quem se chama José Saramago"

    Quem se chama José Saramago é uma meditação sobre o erro, uma visão sossegada do universo do escritor português em que se confrontam as diferentes fases da sua vida com os livros que as prepararam ou que foram sua consequência; uma vida e uma obra que acabaram por merecer-se; um labirinto em cujo centro reside a ascensão humana contínua de um homem que viveu desassossegado e escreveu para desassossegar.

  • "Una Donna Sola"

    Numa sala muito cor-de-rosa, de uma casa muito escura, uma solitária mulher executa a rotineira tarefa “muito feminina” de passar a roupa a ferro. Ela passa, passa, passa… Subitamente, dá conta que no prédio defronte, num apartamento até então desabitado, se instalou uma nova inquilina. Tudo muda: deixa de estar só!

Destaques

ESTREIA - QUEM SE CHAMA JOSÉ SARAMAGO, coprodução TEATRO DAS BEIRAS e KARLIK DANZA-TEATRO

1 OUTUBRO - LA NAVE DEL DUENDE (CASAR DE CÁCERES) / 5 OUTUBRO - AUDITÓRIO TEATRO DAS BEIRAS (COVILHÃ)

TEATRO DO NOROESTE apresenta "NOITES DE CAXIAS", de Ricardo Simões

30.SETEMBRO - 21H30 | AUDITÓRIO TEATRO DAS BEIRAS