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Corpsing

"Corpsing"

Peter Barnes
Corpsing1
Corpsing2
Corpsing3
Autor
Peter Barnes
Tradução
Susana Gouveia
Encenação
Gil Salgueiro Nave
Cenografia
Luís Mouro
Figurinos
Luís Mouro
Cartaz
Luís Mouro
Desenho de luz
Fernando Sena
Sonoplastia
Helder Filipe Gonçalves
Interpretação
Sílvia Morais, Tiago Moreira e Victor Santos
Operação de luz e som
Hâmbar de Sousa
Carpintaria
Ivo Cunha
Produção
Celina Gonçalves
Fotografia
Ovelha Elétrica
Vídeo
Ovelha Eléctrica
Serralharia
Ângelo Figueira
Costureira
Sofia Craveiro
Duração aprox.: 90 minutos
Classificação etária:
Para maiores de 12 anos

CORPSING (1996), é nome genérico do espectáculo que inclui um conjunto de quatro curtas peças num acto: O humor ajuda; À espera de um autocarro; Exercícios de representação e Últimas cenas. Um jogo meta-teatral ancorado no contraste dos opostos que simultaneamente combinam “o absurdamente trágico e o tragicamente
absurdo".

Peter Barnes (1931-2004), dramaturgo e guionista britânico, apresenta uma escrita
especialmente caracterizada pelo seu estilo satírico e anti-naturalista. A peça The Ruling Class (1968), que ele próprio adaptou ao cinema em 1972 com a participação de Peter O'Toole, foi um dos seus maiores êxitos como autor. Admirador de Frank Wedekind, Ben Jonson e Georges Feydeau, Barnes construiu uma escrita original ainda que inuenciada pelo teatro isabelino, farsas medievais, drama expressionista alemão ou commedia dell'arte. A sua peça Red Noses (1985) foi distinguida com o Prémio Laurence Olivier entregue anualmente pela Society of London Theatre, prémio reconhecido internacionalmente como a maior distinção concedida no teatro britânico. Escritor imaginativo e pouco ortodoxo, combinou sensibilidades dramáticas não convencionais com uma inteligência excêntrica numa mistura discreta com a sátira grotesca e corrosiva, criticando o Parlamento, a Igreja, a educação, o Império Britânico e, particularmente, as classes altas. Prolíco escritor para teatro, cinema e televisão, trata de temas como a hipocrisia, a corrupção dos privilegiados e dos despóticos, com humor e referências literárias moldando os seus estilos teatrais que vão da tragédia ao teatro de cabaré. Assumindo sempre uma postura crítica e contra a corrente, a estreia de uma peça de Barnes gerou sempre um acontecimento emocionante; todo o seu trabalho era marcado pela crença apaixonada na ideia de que uma piada, mesmo quando é apenas uma “diversão” da realidade, pode bem ser um instrumento de mudança. Réplicas consistentes, ágeis e ecazes por detrás de uma abundante invenção com “empréstimos” de Shakespeare, Verdi, Irmãos Marx ou WC Fields, fazem parte do seu universo criativo. Barnes acreditava no poder subversivo do riso. Ainda que não tenha sido considerado propriamente um dramaturgo em moda, algumas das suas peças foram, no entanto, produzidas pela Royal Shakespeare Company e pela Royal Court. Nos últimos anos de vida, Barnes dedicou-se cada vez mais ao cinema, televisão e rádio. Em 1993 foi nomeado para o Oscar de melhor argumento da Academy Award.