Depois de lermos Gil Vicente (“Auto de Exortação da Guerra”) e José Saramago (“Alabardas”) e depois de viver a imensa tristeza dos tempos que passam, achamos que nos falta revelar um texto como o “Auto de Exortação da Paz.” Nele se reproduzem, em Teatro, as contradições interiores de quatro mulheres constrangidas pela vida, subjugadas por um capataz cruel, ao serviço de um patrão invisível. Produzem munições para uma Guerra tão incompreensível como o Patrão. Tal como outros textos já produzidos para o Teatro das Beiras, este servirá para o prazer dos deuses e para fruição do público.
José Carretas