“Há que ter espírito livre, que o ter dado ou deixado à pureza ou à constância das sensações físicas, predominantemente físicas, para acharmos a interpretação verbal que lhe convenha.”
Refugiando-se na Serra da Estrela, Irene Lisboa ouviu, indagou por pessoas e histórias de vida, e tão bem descreveu os protagonistas, grafando as suas pronúncias. Uma recolectora de vozes.
Irene Lisboa desapareceu, como tantos outros escritores, da nossa cultura recorrente. Mas como há urgências por omissão, não nos abstemos de revisitar quem esteve de visita no Lugar da Serra. E talvez não seja, ainda hoje, tão diferente a condição de quem ainda está. Vamos lá perceber, dizendo, partilhando.
Mulheres-atrizes que ora narram, ora dialogam entre si, alternando as vozes no curso da escrita.